O que eu estava fazendo agora à tarde?… Adivinha?
Maturidade
Ele tinha 50 e eu, 23.
Foi durante o carnaval, uma amiga minha, muito bem de vida, me chamou para passar o feriado em sua casa em Angra dos Reis. Na verdade iria uma turma de amigos, eu, entre eles.
Combinamos tudo certinho, dividimos caronas e no dia precisei mudar meus planos: precisei passar em Camburi para deixar meus pais para depois seguir para Angra e acabei indo sozinha.
Cheguei na propriedade cedo e o resto da turma parecia não ter chegado ainda. A casa era sensacional, com praia particular e tudo. Um deck que parecia infinito e se estendia até alto mar. Lindíssimo.
O pai dessa amiga era um alto executivo da indústria de papel e celulose. Riquíssimo. Se chamava Haroldo. Eu não o conhecia pessoalmente. Só de ouvir falar.
Pois eu cheguei, tentei entrar com o carro e os empregados me avisaram que Ana Cláudia ainda não havia chegado e eles não tinham ordem de deixar ninguém entrar sem os donos da casa estarem presentes.
Fiquei sem saber o que fazer. Ficava ali, parada, dentro do carro esperando o pessoal chegar? Ia para a cidade tentar mandar um pager pro pessoal? Me resignei e fiquei ali na estrada, esperando alguem chegar, ouvindo rádio, fumando um, esperando algo acontecer.
E aconteceu. Pelo retrovisor, vi um veículo se aproximando. Era um buggy e ele trazia um jet-sky. E quem o pilotava era um homem, beirando seus 40 e poucos. Cabelos grisalhos, bigode, não pude ver direito o rosto, ele usava óculos escuros. Parou o carro paralelo ao meu. Agora pude ver bem seus traços. Era bonitão. Traços fortes, másculos. Corpo ok para alguém de sua idade, sem barriga…estava de roupa de neoprene enrolada ate a cintura, braços fortes, peito cabeludo…grisalho, mas cabeludo rs.
- Oi? Precisa de algo?
-Ah, oi! Sou amiga da Ana Cláudia, combinamos de passar o feriado aqui, mas acho que cheguei antes de todo mundo – expliquei, sorrindo
-Ah, claro! Eu sou o pai da Cláudinha…tudo bem? – ele disse, abrindo um belo sorriso e me estendendo a mão.
-Oi, tudo! Prazer…- me apresentei e apertei sua mão. Um aperto firme. Do jeito que eu gosto.
-Vamos entrar, vem…nãofica aí parada não, cê vai torrar! – disse, manobrando o carro e pedindo para que eu o seguisse.
Segui.
Entramos na casa, ele saiu do carro, trocou algumas palavras comigo dizendo que iria levar o jet-sky para algum lugar e avisou aos empregados que era para que eu me sentisse em casa e saiu.
Adorei.
Ja passava das quatro da tarde, fim de dia, meu horário predileto para ir para a praia. Não pensei duas vezes. Corri até o quarto, deixei minha bagagem, coloquei o biquini e fui direto para a praia, que aliás, eu podia ver da janela do meu quarto.
Percorri toda a extensão de grama verde, piscina, espreguiçadeiras e me dirigi ao deck, maravilhada com a água transparente e com o sol que começava a deixar um rastro dourado no céu azul-púrpura.
Fiquei ali por alguns minutos, admirada quando fui despertada pela voz de Haroldo, que havia se aproximado sem que eu percebesse.
-Lindo, né?
-Nossa, que susto -sorri, sem graça – pois é, estava tão absorta aqui, nem te ouvi chegar..
-Quer beber algo? Um mojito? Sei que vocês adoram mojitos, a Claudinha adora!
-Ah, poxa…acho que sim!
- Vamos até o bar então…vem… – seguimos até um bar ao ar livre, ali mesmo perto da churrasqueira…de onde ainda se podia ver o mar e o horizonte ao longe.
Sentamos e conversamos. Conversamos sobre tudo. Como eu conheci Claudinha, escola, família, religião, hobbies, programas de TV, música…e nada do pessoal chegar. E mais dois, três mojitos…objetivos na vida, faculdade, trabalho…agora um blood mary, pra variar, uma caipirinha de carambola… Haroldo queria me impressionar com seus dotes de barman…era simpático, culto, viajado, classudo. Um gentleman. E mais de vinte anos mais velhos do que eu…e pai da minha amiga..e tinha um par de olhos verdes…matadores.
Eu já estava bêbada. Não sei se foi esse o objetivo dele, mas o papo já havia descambado para namoros e sexo….
- Ah, desde que me separei nunca mais me envolvi com ninguém a sério – ele disse
-Mas isso é bom ou ruim?
-Acho que bom , ele sorriu. Tô reaprendendo a namorar…as garotas dehoje são diferentes das da minha época..sei lá…
-Será? Acho que não…você não e da geração amor-livre, pô? – brinquei
-Ah, mas isso era coisa de hippie…moças de família eram diferentes…
-Ah, acho que quando pinta a vontade, pode ser de família, sem família, quando a mulher quer dar, ela dá mesmo..ninguém segura.
-Ah é? E você também é assim? – Ele me olhou, me desafiando.
- Sou, sou assim – respondi, devolvendo a encarada.
E nada do pessoal chegar.
Respirei fundo. Senti que ia fazer merda. Merda das grandes. Uma merda pra foder uma amizade de uma vida nteira. Me levantei e decidi dar um mergulho.
-Vou dar uma mergulho…_ me levantei de supetão e, é claro, estava bebaça, quase cai. Ele segurou um dos meus braços e disse:
-Acho melhor eu ir junto…
Caralho. Fomos.
Mergulhei de cabeça naquele mar delicioso. O sol já era uma imensa bola dourada sumindo no horizonte…a água já refletia o céu azul-escuro e as luzes das casas ao redor começavam a acender, lentamente.
Nadamos ali, em silêncio por alguns minutos. Ele lá, eu aqui. Eu tonta, tentando recuperar um pouco de consciência na água, mas ela nem fria estava. Estava morna, deliciosa.
Nadei em direção à escada do deck. Melhor sair, antes que seja tarde. Emergi, subi os primeiros degraus. Senti uma mão firme agarrar meu tornozelo direito e me puxar de volta para a água.
Quando emergi novamente, Haroldo me beijou.
Respondi ao beijo. Me agarrei ao seu corpo, cruzei os pés em sua cintura e ele me encostou em um dos pilares do deck…respiravamos fundo, eu tentando livrá-lo da roupa de neoprene, enquanto ele enfiava a mão pelo meu biquni e massgeava meu grelo… abafando meus gemidos com sua língua ágil e quente.
-Tira essa merda…sussurrei, me referindo à roupa de neoprene que parecia ter sido moldada em seu corpo
- Ja vai…calma… -ele me suspendeu e me fez sentar em um dos degraus da escada, afastou meu biquini, abriu minhas pernas e me chupou, deliciosamente. Me lembro até hoje do contato de sua lingua quente com meu corpo gelado…ele sabia lamber…alternava a velocidade, mordiscava minhas coxas, me elogiva, enfiava o rosto na minha buceta…e aquele bigode…ah, o bigode me deixava ainda mais sensível! Gozei, me egurando no corrimão da escada…sentia meu corpo estremecer em espasmos leves…ele me largou e eu me deixei submergir na água fria…absorvendo aquele êxtase do gozo recente.
Emergi e o beijei novamente…procurei seu pau que agora estava livre da roupa de neoprene…ele chupava meus seios com força, eu me esfregava nele com volúpia.
Ele me encostou novamente na pilastra do deck, afastou a calcinha do meu biquini e meteu aquele pau gostoso em mim….gemi de leve, enquanto ele se ajeitava e procurava apoio para met…sem dó.
Metia, metia, metia…ah, metia fundo e gostoso, sem parar, sem cansar…eu sentia sua virilidade, era um homem ali, não um garoto da minha idade…era, caralho, era o pai da Cláudia. Porra, Cláudia, seu pai é uma delícia!
- E você quer dar pra mim..uh…quer? – ele sussurrava enquanto me comia
-Ahn…quero…quero…come meu cu!
- Delicia de putinha…
La fomos nós para a escada de novo…eu de quatro, cabeça entre os degraus…ele lambendo loucamente meu cuzinho que piscava, louco de tesão….meteu…meteu, segurou meus quadris com força…me comia desesperadamente…e eu olhava para o lado, pensando na possibilidade de ver algum vizinho voyeur…a reputação do seu Haroldo iria por água abaixo se isso acontecesse…mas ele parecia não ligar e gemia alto enquanto comia o cu da amiga de sua filha… Gozou. Gozou e me largou, foi dar um mergulho.
Aproveitei a deixa, me recompus e dei o fora, Entrei na casa e aos poucos fui recobrando a sobriedade. Putaqueopariu, eu tinha dado pro pai da Cláudia! Não sei como ia ser dali para a frente…tomeui banho e depois de um tempo, quando a noite já era alta, o pessoal chegou.
Não vi o Haroldo durante o restante do feriado. Ouvi a Cláudia perguntando para uma das empregadas aonde o pai tinha ido, mas ela disse que ele havia saído na noite anterior, provavelmente voltado para a cidade.
Depois disso evitei Haroldo a vida toda. Nunca toquei no assunto com a Cláudia, que nunca desconfiou de nada.
E espero eu que ela não leia essa blog : )
Grelo dolorido
Fuçndo na net, achei um tumblr de tirar o fôlego e de onde tiro a maioria ds GIFS safados que uso aqui.
Ia mantê-lo escondido, mas ele é delicioso demais para isso
Me deu várias idéias, usei todas e tô completamente inutilizável por conta dele.
Enjoy. Obra de arte.
Ariel
Estancamento no escuro
E então o fluir azul e insubstancial
De montanha e distância.
Leoa do Senhor como nos unimos
Eixo de calcanhares e joelhos!… O sulco
Afunda e passa, irmão
Do arco tenso
Do pescoço que não consigo dobrar.
Sementes
De olhos negros lançam escuros
Anzóis…
Negro, doce sangue na boca,
Sombra,
Um outro vôo
Me arrasta pelo ar…
Coxas, pêlos;
Escamas e calcanhares.
Branca
Godiva, descasco
Mãos mortas, asperezas mortas.
E então
Ondulo como trigo, um brilho de mares.
O grito da criança
Escorre pela parede.
E eu
Sou a flexa,
O orvalho que voa,
Suicida, unido com o impulso
Dentro do olho
Vermelho, caldeirão da manhã.
(Sylvia Plath- uma de minhas poetisas prediletas, para sempre adorada. Amo-te)
Born to be wild
Quem nunca trepou em um carro conversível com a capota aberta, a 100km/h num auto-estrada não sabe o que é vida.
Ele era casado. A gente se comia. A mulher dele disse que o liberaria se ela participasse da jogada. Ela nem era tão gostosa. Comia porque, na verdade, queria era ser comida por ele….o que a gente não faz por um sexo gostoso,não?
Ele era (ainda é) delicioso. Tudo nele me fascinava. Desde o sorriso, passando pelo seu cheiro, sua pele, o contorno de seus lábios, seu cabelos negros anelados até sua personalidade àcida, inteligentíssima e sarcástica.
Trepa gostoso, gosta de uma boa putaria. Me amarra, me xinga, mete gostoso no meu cu e na minha buceta. Gosta de me chupar e faz isso muito bem. Uma língua quente, voluptosa, suave quando necessária, ágil e certeira na iminência do gozo. Gosta de se lambuzar com meu líquido. Adora esfregar o rosto inteiro em minha buceta molhada e inchada. Me põe de quatro e puxa meus cabelos, trepamos sempre horas a fio, em êxtase, molhados de suor, no chuveiro, no chão, na mesa de trabalho dele, em qualquer lugar. Beija deliciosamente bem. Basta seu beijo para me deixar molhada. Eu estou sempre pronta pra ele.
É um dos melhores que já tive. Sem dúvida.
Eles tinham uma casa no interior de SP. Isolada. Perfeita para um fim de semana de putaria e sexo selvagem. Eram os anos 90 e eles tinham um Escort XR3 vermelho, conversível.
Combinamos que eu iria com eles, de carona. É claro que ia rolar sexo no meio da estrada. Eu fiquei excitada com a possibilidade e logo imaginei transar com aquela capota rebaixada. Fazia parte da minha fantasia.
Começo de viagem, tudo normal…ouvindo CDs conversando trivialidades. A mulher dirigia e ele estava no carona. Eu no banco de trás, sozinha.
A cidade ficava a quatro horas de viagem da capital um certo momento, o assunto se esgotou, o silêncio imperou e eu acabei caindo no sono.
Fui despertada com ele em cima de mim, tirando minhas roupas. Ainda meio sonada, não entendendo direito o que estava acontecendo, tentei afastá-lo, mas ele enfiou a mão por dentro do meu short, acariciando meu grelo…me acendendo na hora.
Retribui seu beijo, o despi selvagemente enquanto observava sua mulher tentando dirigir e nos espiar ao mesmo tempo. Ela ajustava o espelho retrovisor e gemia, passando a mão entre as próprias coxas. Eu tratava de retribuir seus olhares provocativamente, enquanto oferecia meus seios ao seu marido, passava a língua nos lábios provocando-a, encarando-a, eu sorria…me divertia com a situação. Adoro ser fodida e observada. Adoro viajar. Ali, eu estava no paraíso.
Eu já estava nua e molhadíssima. Ele estava duro, pulsante, pronto para me foder. Pedi para que ele se sentasse no banco e sentei no seu pau gostoso que me penetrou fundo. Adoro esse primeiro instante, quando o pau irrompe buceta adentro. Involuntariamente acabo sempre soltando um gemido de prazer nessa hora.
Comecei a rebolar no seu pau…a subir e descer loucamente enquanto o sentia me foder com força, até o fundo. Ele me controlava pelos quadris…os segurava com firmeza me puxando e afastando ritmadamente num sobe e desce lascivo.
A essa altura sua mulher estava perdendo o controle…nós dois gemíamos alto…ele me xingava, como gosta de fazer…dizendo que eu era sua putinha predileta e que eu sabia foder…e que eu fodia deliciosamente… gemi, pedindo pra ela abrir a capota.
A tarde caía e um vento frio soprava no ar….a estrada estava quase vazia, o sol se punha, Led Zeppelin tocava no CD e eu estava sendo magistralmente fodida.
Essa foda é uma das que mais me emociona até hoje.
A capota se abriu e o vento me atingiu em cheio, gélido em meus seios nus. Uma sensação de plena liberdade da qual nunca mais vou me esquecer.
Ele continuava me fodendo enquanto a mulher tentava, ao mesmo tempo dirigir e enfiar o dedo no meu cu. Quase perdeu o controle do volante umas 4 vezes. O que tornava tudo ainda mais excitante.
Alguns carros passavam e buzinavam, xingando ou gritando:” também quero! ” É isso aí!” e eu gozei loucamente à 100 km/h, vento no rosto, nua numa auto-estrada.
A mulher dele? Bem, transamos durante o fim de semana mas ela era péssima. Demorava horrores para gozar, tinha um corpo broxante, teve uma crise de ciúmes porque percebeu que o marido gostava muito mais de foder a mim do que a ela e eu acabei pegando um táxi e voltando pra casa antes do tempo previsto.
Eles se separaram e eu o namorei por um tempo.
Agora ele tá namorando outra.
Mas me procura.
Sempre.
Sacrosanctum
Eu sou uma puta. Uma vadia, vaca, piranha, meretriz, rameira.
Eu sou uma chama incandescente, descontrolada, totalmente guiada por meus desejos e instintos.
Sou escrava deles. E sou porque assim quero ser. E sou porque minha maior satisfação é deixar-me ser guiada por eles.
Assim sou porque me sinto completa e afortunada quando a lascívia da minha’ alma é concretizada através de meus atos.
Perdoa-me Pai, porque eu pequei.
Pequei e fodi, deliciosamente, com um dos seus.
Sim, eu trepei com um padre uma vez. E foi uma das melhores trepadas da minha vida.
Entre um dos muitos cursos que fiz na vida (apesar de ter completado só alguns)fiz o de Ciências da Religião.
Eu tenho curiosidade por religiões não pelos dogmas em si, nem pelos rituais, apesar de alguns serem bem interessantes, mas sim por querer entender o que move o homem a buscar explicações e propósito para sua existência…e para o fim dela, para os mistérios do Universo, queria saber o que leva a humanidade querer se conectar com algo transcendental, maior, supremo, sobrenatural…divino.
Eu estava ali para estudar e, apesar de haver homens muito inteligentes e cultos na sala e de eu achar essas qualidades extremamente sexys em uma pessoa, sinceramente, nenhum deles me apetecia.
Frequentei as aulas normalmente durante quatro meses, quando um de meus professores, um senhor muito simpático e amoroso, precisou ser substituído.
E qual não foi minha surpresa quando o tal substituto apareceu.
Ele era um jovem de 20 e poucos anos, com vestimentas de clérigo – calça preta, blusa preta de mangas curtas com aquela gola de padre - e, belo, para o meu gosto.
Fiquei tão extasiada com sua visão adentrando aquela classe repleta de velhos e homens sem graça que minha boca deve ter aberto involuntariamente, creio eu.
Ele devia ter mais ou menos 1.80m de altura, era magro, cabelos pretos lisos levemente rebeldes, pele bem clara, sobrancelhas negras cerradas e olhos de um verde esmeralda faiscante, hipnóticos.
O nariz era reto, um pouco grande (mas não ao ponto de quebrar a harmonia do rosto), queixo quadrado, lábios finos e um sorriso…Deus, um sorriso mortal. Na minha opinião, ele era a cara do Tom Cruise, só que mais alto e magro, não tão atlético quanto o ator.
Seu nome era Alexandre e ele não era um noviço na verdade, estava um grau acima (era um professor, quase padre, faltava-lhe fazer um último compromisso, se não me engano) e iria substituir o Pe. Amadeu por algumas semanas, enquanto ele aplicava um seminário no Sul do país.
Pronto. Minha paz havia acabado.
Fiquei completamente encantada por Alexandre. Ele era alegre, inteligentíssimo, culto (falava 7 línguas) viajado e…eu simplesmente não entendia o porque de ele querer virar padre. Não entrava na minha cabeça, como um garoto daqueles poderia se privar (e privar a nós, mulheres!) dos prazeres da carne.
Talvez isso me instigasse ainda mais. O proibido, o “pecado”, o “impossível”. Aquele, com certeza seria o meu maior desafio em termos de sedução. Eu estava decidida a conquistá-lo, a qualquer custo. Já dizia Nietzsche que amamos o desejo e não o desejado…e no meu caso, ele estava certo.
Não demorou muito para que eu começasse a fantasiar com ele. Tinha altos sonhos eróticos, me masturbava muito, pensando nele, umas 3 vezes por dia, estava começando a ficar maluca, levemente obcecada. ,e lembro que durante o trabalho, quando me lembrava dele, ardia, como se estivesse com febre. Corria até o banheiro e tocava uma para me aliviar, me concentrar e voltar às atividades do dia-a-dia
Ao mesmo tempo me sentia intimidada pela batina, pela paixão com a qual ensinava religião, pela sua devoção e amor para com as pessoas, pelos inúmeros trabalhos vonluntários aos qual se dedicava, afinal, ele era um sacerdote (ou estava prestes a ser legitimado como tal) e esse dilema me deixava tonta, angustiada, hesitante. Lembro me que em uma sexta-feira cheguei a ter febre física, real, de tanta culpa e volúpia.
Decidi arriscar. Fosse o que Deus quisesse… ou melhor, o que o diabo, no caso.
Eu era boa aluna e me destacava nas dissertações, análises e fichamentos, talvez por minha facilidade em escrever. Também era uma das únicas mulheres da sala. Éramos três, uma parou na segunda semana de aula e a outra era uma senhora surda de um ouvido.
Comecei a me aproximar do padre-professor, com o pretexto tirar possíveis dúvidas de textos, conversar sobre filosofia (um assunto pelo qual tenho carinho especial) e sobre símbolos religiosos (outra materia que eu adorava). Nos dávamos bem, ríamos muito juntos e ele começou a se interessar, de leve, por mim. Fazia perguntas sobre minhas experiências em outros países, sobre outra áreas de interesse, sobre família, tudo muito respeitosament, sem nunca dar abertura para algo mais íntimo. Enquanto isso, minha ansiedade e desejo aumentavam. Eu namorava na época e, para aliviar a tensão, transava loucamente com meu namorado, que não reclamava, de modo algum, mas começou a estranhar meu comportamento. Segundo ele, eu estava me tornando compulsiva e nosso sexo estava ficando mecânico. Transava frenéticamente, quase sem me envolver. Mantinha os olhos fortemente fechados ea boca cerrada, até gozar. Justo eu, que adoro falar putaria enquanto transo, que sou despudorada, dominadora, participativa.
Mas isso tinha uma razão: eu pensava em Alexandre. E evitava interagir, para não gritar o nome dele.
Passaram-se algumas semanas e eu precisava agir, pois não sabia o quanto mais ele iria ficar conosco. Um dia, conversando sobre cinema, descobrimos outra grande paixão em comum e passamos a trocar videos e exibir alguns filmes que tinham relação com o curso, para a classe. E foi aí que aproveitei a oportunidade. Alexandre, para minha sorte, nunca havia assistido o polêmico filme “Je Vous Salue, Marie” de Jean Luc Godard, e marquei de lhe emprestar o video. Nos encontramos e durante a nossa conversa, me empolguei tanto falando do filme que ele ficou curiosíssimo e disse que queria ver naquele instante. Fomos até a faculdade e todas as salas de exibição estavam ocupadas. E aí soltei:
- Podemos ver na minha casa! Minha mãe vai estar lá, mas peço para ficarmos na sala, ela tem outra tv no quarto.
Ele topou, na hora.
Acontece que eu havia mentido descaradamente. Eu não morava com minha mãe há alguns meses. E minha colega de apartamento estava de férias durante o mês inteiro.
Bingo.
Fomos. Quando chegamos, ele ficou sem jeito quando viu que não havia ninguém em casa. Fez menção de ir embora, disse que isso era anti-ético, que não gostaria de arriscar seu posto na universidade e blábláblá. Aí me fiz de vítima e disse que minha mãe estava prestes a chegar a qualquer momento e que estava me sentindo aviltada por ele não confiar em mim e mais um monte de absurdos manipuladores, que só uma mulher consegue inventar frente à situações extremamente críticas. E fechei é claro, com um belo choro soluçado.
Ele respirou fundo, disse que não queria me magoar, me perdiu desculpas e me abraçou.
Deus, quando ele me abraçou foi como se houvesse me penetrado naquele instante. Senti meu corpo pegar fgo, literalmente, enrubesci. Me desvencilhei dele, tentando me recompor e entramos.
Nos aprumamos, fiz pipoca, fechei as cortinas, conversamos amenidades, sentamos um ao lado do outro no sofá, começamos a ver o filme. O tema do filme é forte. Algumas cenas são sugestivas. O clima começou a ficar tenso.
- Sua mãe não ia chegar? – Ele se vira pra mim, visivelmente perturbado, enquanto eu, num muxoxo, pauso o videocassete.
- Ia, mas parece que está demorando. – Falo, sem olha-lo nos olhos, enquanto suspiro enfastiada, me espalhando levemente no sofá e abrindo de leve as pernas, mostrando minhas coxas. (eu estava de saia).
- Olha, eu acho melhor…. – interrompo-o, segurando sua mão e olhando-o nos olhos:
-Vamos acabar de ver o filme, Alexandre? Não existe nada pior do que parar um filme no meio…talvez parar sexo no meio se assemelhe, mas vc nunca vai saber, né? – Eu disse, ainda segurando sua mão, tentando dar um tom cômico à conversa.
Ele continuou com a mão sob a minha, virou-se para a TV, sério dizendo um “Vamos” seco, retirando a mão e reconstando-se no sofá para ver o filme.
Durante o filme, criei coragem e acariciei sua mão novamente, numa tentativa desesperada de chamar sua atençaõ, mas ele nem se moveu. Eu já estava perdendo as esperanças e o filme já estava chegando ao fim, quando ele suavemente repousou a mão sob minha coxa então desnuda, me causando um calafrio, arrepiando todos os pelos do meu corpo, me dando uma descarga elétrica sem precedentes.
Por alguns segundos fiquei ali, sem ação, respirando fundo, ouvindo meu coração pulsar em minhas têmporas, tendo meus sentidos enebriados, sem saber o que fazer. Mas logo depois voltei a mim e vi que precisava aproveitar aquela oportunidade.
Segurei suavemente sua mão…e a guiei por minha coxa. O fiz sentir a textura da minha pele, arrepiada por seu toque, macia, vibrante e quente. Ele não se opôs, mas também não me dirigiu o olhar. Continuou ali, olhos fixos na tela da TV, deixando-se guiar pela parte interna da minha coxa como se estivesse alheio a tudo.
Eu, por outro lado, me deixei levar. Recostei no sofá, abri as pernas , fechei os olhos e fiz com que sua mão explorasse minha coxa com intensidade…até que levei sua mão à minha boceta, que já molhava a calcinha de tão desejosa. Nesse instante, no exato momento em que seus dedos tocaram meus pêlos pubianos , foi como se ele tivesse levado um choque, despertado.
Abri os olhos assustada, pensando que ele fosse fazer um escândalo, mas quando o mirei, ele estava diferente, transfigurado. Pálpebras semicerradas, olhar voluptuoso. E foi um segundo, até nos abraçarmos com força, nos beijarmos com sofreguidão. Não me lembro muito da sequência das coisas a partir desse momento, só sei que o filme acabou e nos desfazíamos de nossas roupas ao ritmo da canção final da película, enquanto os créditos subiam.
Nos beijávamos muito, infinita e desesperadamente. Me ative a cada centímetro de seu corpo, percorri cada reentrância, músculo, cicatriz, pêlo, com a língua, com a boca, alternando beijos e mordiscadas…sentia o gosto salgado de seu suor, que brotava de suas costas e têmporas…o cabelo negro molhado, grudava em sua testa branca…por vezes , ao tentar agarrá-lo, minhas mãos escapavam, de tão ensopados que estávamos.
Ele tinha um pau delicios0 que chupei com tanta volúpia que tive medo de machucá-lo. Primeiro chupei até que quase gozasse, mas queria que ele me penetrasse primeiro, então abri minhas pernas e fiquei por cima dele no sofá, cavalgando-o. Ele segurava minha bunda, apertava, sugava meus seios, gemia, mal abria seus olhos verdes, movimentava-se com vigor. Eu mexia e rebolava loucamente os quadris em cima dele, sentindo aquele caralho gostoso escorregando para dentro de mim, e a cada estocada era uma injeção de adrenalina. Ele gozou primeiro que eu, me apertando contra seu corpo, abafando o grito entre meus seios.
Depois de outra sessão de beijos e carícias infinitas, ele me pôs de costas , contra o braço do sofá, abriu de leve minhas pernas e senti sua língua deslizando entre meu cu e minha buceta, lúbrica, convulsiva, deliciosa. Por vezes ele revezava a língua e o dedo no meu cu, enquanto chupava minha boceta, que queimava e pulsava, até finalmente gozar, em espasmos lascivos, arrebatadores que fazeram meu corpo soluçar em êxtase.
Ficamos ali, exaustos deitados no sofá da sala. A televisão fazendo um zunido agudo, mostrando a barra de cores, enquanto tentávamos recuperar o fôlego e entender tudo o que havia acontecido.
Foi como se algo tivesse nos possuído. Foi como se um tufão tivesse passado por ali, por dentro de nossos corpos e mentes.
Eu pensei que ele fosse virgem! Mas, mais tarde ele me contou que havia tido várias namoradas, até decidir realmente ser padre.
Ele estava há 5 anos sem ter uma relação, quando trepou comigo. E foi pura energia.
Mais tarde confessei meu desejo por ele e disse ter arquitetado aquela situaão. Ele disse que tinha percebido, mas decidiu ficar por que também tinha interesse em mim e dali uma semana estaria partindo, para uma viagem á Itália. E que talvez nunca mais voltasse a me ver.
Depois disso transamos outras várias vezes. Trepamos na igreja, na sacristia, na faculdade e nos bolinamos no confessionário.
Ele viajou para a Itália, mas me escreveu dizendo achar que não iria conseguir ser padre, justamente por conta do sexo. Nos encontramos uma última vez, num final de ano que ele veio passar com a família.
Depois disso ele voltou para a Itália, e nunca mais nos vimos.
Abandonei o curso e adotei o sexo, como minha verdadeira religião.








